2 de mai de 2016

Mestres do Desenho - Demizu Posuka

 Boas, people!!!
Vagueando pela net encontrei um artista japonês que me chamou a atenção pelo traço leve, lindo e imaginativo chamado Demizu Posuka. 
Achei pertinente criar um pequeno post sobre ele e o pouco que encontrei foi que ele é um artista freelancer que mora em Tóquio atualmente ( pelo menos até a data desta postagem ) e tem se dedicado à criação de livros para crianças, videogames e HQ's.
De uma imaginação incrível, sua obra parece saída de sonhos - que é a tecla que sempre bato: personalidade no traço, e isso ele tem de sobra, e paixão pelas minúcias e detalhes. 
Um Mestre que merece ser reconhecido e conhecido cada vez mais. 
Vamos a ele então, ou melhor, um pouco de sua obra:







Para saber mais:
https://www.tumblr.com/tagged/demizu-posuka
https://www.pinterest.com/Kuraiiro_Shana/demizu-posuka/
http://www.pixiv.net/member.php?id=33333

Espero que tenham gostado.
Forte abraço e até a próxima!!

7 de fev de 2016

Mestres do Desenho - Frank Frazetta, o gênio da Fantasy Art


Boas, pessoal, tudo bem com vocês?

Depois de um tempo sumido volto ao BLOG Ponto Difusor com uma postagem simples para apresentar um grande artista que muitos podem não conhecer ainda - mas nestes tempos de internet é praticamente quase impossível não ter tido contato com alguma de suas obras espalhadas em inúmeros sites e blogs.

 Trata-se de um verdadeiro Mestre do Desenho chamado Frank Frazetta ( americano nascido em 09/02/1928 e falecido por um AVC, aos 82 anos,  em 10/05/2010 ). Talvez seu trabalho mais icônico seja as excelentes artes que fez do personagem Conan, o bárbaro, para a Marvel.
Nota-se sua influência na vida de outros mestres como Boris Vallejo, Luis Bermejo, Joe Jusko dentre muitos outros.

Sabe-se que ele começou formalmente a desenhar aos 8 anos de idade, tendo seu traço influenciado por grandes nomes antes dele como Hal Foster, Elsie Segar e Jack Kirby (argh, me perdoem os admiradores mas não suporto a pretensa arte do Kirby, mas tudo bem, gosto é gosto e eu tenho os meus ).

 Mergulhou a fundo nos estudos de anatomia e começou um extenso 'curriculum quadrinístico', sofrendo injustiças e tendo até seu salario reduzido arbitrariamente por um editor chamado Al Capp. 

Engana-se quem pensa que o Frank trabalhou somente com quadrinhos, sua extensa vitalidade artística incluiu capas de livros, pôsters, quadros, capas de discos e vários outros tipos de mídias. O homem era uma usina de talento! Não é a toa que é chamado de o ''mestre da Fantasy Art'' ou Arte Fantástica.
Bom, sem mais delongas, apreciem algumas de suas artes, lembrando que na internet vocês poderão encontrar centenas de suas ilustrações em sites oficiais ou sites não oficiais.

Para saber muito mais, acessem:




Espero que tenham gostado.
Um grande abraço do Betto. ;D

3 de nov de 2014

Mestres do Desenho - Carl Barks, o 'Homem dos Patos'

Passei minha infância lendo e relendo, em intermináveis tardes, várias edições de um gibi chamado "Disney Especial", o qual eu era fã incondicional e colecionador. Quem passou pela década de 80 sabe do que estou falando. Mas minha paixão por este gibi ( um gibi grosso, compilação de várias historinhas Disney com temáticas definidas como 'Os Cosmonautas'; 'Os Ricaços'; 'Os sortudos' etc etc etc e por aí vai...) se devia quase que exclusivamente por um determinado traço, uma determinada qualidade gráfica, com um desenho bem clássico e , lógico, roteiros muito inteligentes e bem definidos, e se, numa edição do Disney Especial não houvesse pelo menos uma historinha daquelas eu não comprava o gibi.

Eu nem imaginava o nome do artista daquelas páginas, o qual ficou numa certa 'obscuridade' por décadas, já que, como tudo levava a "grife" Disney, sempre se achava que tudo provinha da mente do criador da Disneylandia.

Seu nome era Carl Barks (MerrillOregon27 de Março de 1901 — 25 de Agosto de2000, conhecido posteriormente pelo apelido de 'O homem dos patos'. Personagens como Tio Patinhas; os sobrinhos Huguinho , Zezinho e Luisinho; Professor Pardal; Irmãos Metralha entre outros foram criações exclusivamente dele.
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Carl Barks, apesar de ser um homem de pouco estudo, possuia uma inteligência e criatividade aguçadíssimas para compor histórias extremamente originais. Seu humor refinado, crítico e ácido por vezes lhe causou problemas com os editores, porque algumas temáticas eram um pouco pesadas para a época ( e uma época cheia de moralismo, diga-se de passagem ), e muitas vezes tinha que reescrever as historinhas para que ficassem mais palatáveis, digamos assim, para o público infanto-juvenil e muitos pais, que frequentemente protestavam contra o teor 'explosivo' de algumas histórias. Penso o quanto que ele poderia, na nossa era moderna do 'politicamente correto',  também ser censurado...


Lembro-me de uma delas, escrita na década de 50, onde os patinhos quebram, sem querer, um vidro contendo éter, no porta malas do carro e faz com que Donald fique "doidão", tendo visões alucinógenas. Pra época, mais do que subversivo.

A lenda do Holandês Voador
Usava e abusava da revista National Geographic - que era fonte de inspiração constante - para compor os inúmeros cenários das aventuras e trapalhadas da famíla dos patos. Assim fiquei conhecendo o estreito de Gibraltar, as areias escaldantes dos desertos de Gobi e do Mojave, a península arábica entre outros tantos lugares exóticos deste nosso planeta, além de tantas lendas como o 'Holandês Voador', o 'Monstro do Loch Ness', o 'Sasquatch' ( pé-grande ), 'Jasão e o Velo de Ouro' etc entre muitas outras mais.  O cara era uma verdadeira usina de idéias e criatividade, além de ser um excelente pintor.


"O autor de quadrinhos Will Eisner chamou-o de "Hans Christian Andersen dos quadrinhos". e


"...No mês seguinte, trabalhando a partir de casa, passou a colaborar regularmente com a Western Publishing, que editava os quadrinhos do Pato Donald. A editora mandou a ele um argumento de HQ, que ele devia desenvolver. Percebendo alguns "furos" no roteiro, Barks escreveu de volta perguntando se poderia fazer modificações. Diante da resposta positiva, deu o seu estilo à trama, o que lhe valeu um convite para escrever uma história e desenhá-la. A partir daí, iniciou um trabalho que produziu, ao longo de 25 anos, mais de 6 mil páginas e 500 histórias."

Barks fez uma reestilização do pato, arredondando seu corpo e diminuindo o bico, e imprimindo um estilo mais alegre."
Para saber mais:

Ou seja, somente um gênio criador consegue proezas assim.


Se você, amigo leitor-visitante deste humilde blog, gosta de HQ's e não se importa de ser um pouco criança novamente e gostaria de ter contato com a arte de Barks, conhecer seu trabalho e - quiçá - enriquecer um pouco mais seus conhecimentos, há uma coleção lançada pela Disney chamada "As Obras Completas de Carl Barks".

Nos blogs A Gibiteca e Tralhas Várias poderá encontrá-la em formato .cbr ( extensão de comics, necessário um leitor de HQ virtual como o CDisplay para isso )





Uma das Harpias de "Jasão e o Velo de Ouro"
Com esta postagem, quero externar um singelo agradecimento e homenagem póstumos a esse gênio dos quadrinhos por ter me proporcionado tantas horas de entretenimento e diversão. Enquanto o mundo for mundo, ficará eternizado, para mim, como o maior artista da Disney de todos os tempos.

Espero que tenham gostado.

Um abraço
Betto Coutinho

23 de fev de 2014

O delírio da moderna produção de HQ's nacionais de baixa qualidade

Cabe inicialmente uma pergunta antes do post propriamente dito: qual a razão de ser deste texto?

Tenho navegado na net muito ultimamente e tido contato com todo tipo de gente e algo que me assombra é o grau de mediocridade de muitos supostos desenhistas e artistas em geral, que geralmente nada tem a oferecer mas agem como profissionais do ramo. Diante de tanta pavonice insuportável eu tinha que tecer meu ponto de vista sobre o tema.

Logicamente aquilo que tem QUALIDADE REAL produzido no Brasil não se encaixa neste post, portanto, quem lê entenda direito a minha perspectiva e evite o 'analfabetismo funcional', por favor.

No Brasil, há um sonho megalômano de se ganhar projeção e dinheiro com HQ's de qualidade nacional, e isso tem se tornado algo altamente questionável ultimamente, tendo em vista a "qualidade" desse trabalho..

Mas creio firmemente que isso está muito longe de acontecer, talvez num futuro remoto, onde haja um pouco mais de decência, inteligência e autenticidade neste mercado ( uso este termo com cuidado, porque entendo que a palavra MERCADO sugere algo ativo, produtivo, ágil, lucrativo, competitivo e outras qualidades. )

Quero deixar bem claro que admiro muito e respeito os "medalhões" - os verdadeiros artistas renomados do cenário nacional que sempre foram injustiçados tanto por editores safados, corruptos e mercenários quanto pelo público em geral que esnoba a verdadeira arte nacional. Esses veteranos que têm tirado 'leite de pedra' nesse contexto e alguns dos quais fazem parte da minha galeria de 'Mestres do Desenho' daqui do blog. E respeito o trabalho de pessoas simples também, que querem melhorar e trabalham arduamente pra isso, sem subir em pedestal nenhum.

Exceções honrosas à parte, o que acontece nesse mercado underground, nessa subcultura copiada e plagiada descaradamente do mercado americano ( não vou falar do mercado europeu, até porque a turminha por aí só se apega à Marvel e DC, respectivamente ) é de uma pobreza constrangedora...

Uma rápida olhada na net já basta pra entender o que estou dizendo ( pra quem quiser entender melhor leia este artigo meu, com relação aos heróis nacionais ) : personagens paupérrimos, pífios, sem graça, que mais parecem saidos de uma escola de samba e completamente deslocados da realidade cultural brasileira.

E isso é só a ponta do iceberg - se formos falar em roteiro, criação de boas histórias, aí a coisa pega pra valer mesmo: não há criatividade, cultura ou autenticidade. Piores que filmes B... da Ásia.

Falei há pouco que se tratava de algo 'underground', e entende-se, segundo a definição da Wikipedia:

"...uma expressão usada para designar um ambiente cultural que foge dos padrões comerciais, dos modismos e que está fora da mídia. Também conhecido como Cultura Underground ou Movimento Underground, para designar toda produção cultural com estas características, ou Cena Underground, usado para nomear a produção de cultura underground em um determinado período e local."

Realmente há "qualidades"que se encaixam nesse cenário : está fora do padrão comercial e da mídia em geral por ser extremamente pobre, embora tenha se tornado um modismo forte hoje em dia , ainda mais com o advento da internet, que torna possível uma divulgação mais rápida, fácil e quase de graça, e dos filmes da Marvel.
É de DOER na vista...

O sonho de ser integrado ao mercado quadrinístico ( diga-se americano, de passagem... ), de ser reconhecido, exaltado, lembrado, mencionado etc é algo latente nessa turma - ninguém quer viver nas vielas do esquecimento e da obscuridade a vida toda, mas infelizmente, e para muita gente, falta muito estofo pra se chegar lá. Se já é difícil pra pessoas honestas, imaginem para os desonestos?

Porque arte é uma coisa que se está "na cara", visível a olho nú ( desculpem-me o trocadilho ) e é algo aberto ao escrutínio e julgamento público, já que ninguém cria somente para si e há o desejo natural de se compartilhar aquilo que foi criado.

Embora existam indivíduos pela net afora que fazem um 'parrá-pá-pá' medonho das porcarias que eles mesmos criam, com muita pompa e uma ínfima aparência de elegância e qualidade, mas são somentes 'latas vazias', porque a bem da verdade -  lata vazia faz um barulho danado, concordam? E nessa batalha de trombetas quem sai ferido de verdade são nossos olhos e nossa dignidade, já que acham que todo mundo é burro e não sabe distinguir um vira-lata sarnento de um tubarão, talvez para os míopes sim, que veêm um lixo mas acham que estão diante de um Rembrandt...

Falta de talento é pouco para determinados indivíduos!

O engraçado é que criam-se eventos que quase ninguém viu, inaugurações que quase ninguém foi, HQs que quase ninguém compra e personagens que praticamente ninguém conhece... mais pobreza que isso impossível.

Há lixo no mercado editorial gringo? Sim, certamente e o pior é que vende. E como vende!!!!!!

Mas isso só é possível porque já se criou um arcabouço, uma base de qualidade no passado e que depois  o público vai engolindo sem questionar, mesmo sendo ruim hoje, como acontece em festas onde se serve a melhor bebida primeiro e as ruins por último.

O problema daqui é que quer servir-se o que não presta primeiro, e por se tratar de uma coisa tão abjeta só quem aguenta são os que não possuem senso crítico nenhum, que na verdade são uma minoria, já que ( ainda bem ) essa tal produção não tem alcance nacional...

Desenhos de má qualidade, disformes em matéria de anatomia, isentos de perspectivas corretas e roteiros estapafúrdios, sem pé nem cabeça são os itens imprescindíveis que compõem essa salada indigesta. As vezes - em alguns poucos casos - creio que caberia até mesmo uma análise psiquiátrica, porque tem gente que tem certeza que o que ela produz é digna de nota.

Meu conselho?

Apostem primeiro no estudo sério da arte em geral, na produção de qualidade, nutram-se de muita cultura, pensem com criatividade e sejam decentes, honestos, e acima de tudo humildes. Evitem copiar, para não dizer plagiar, porque isso é coisa de gente canalha sem princípio ético ou moral nenhum - e depois não adianta reclamar da corrupção e roubalheira da nossa politicalha já que inúmeros cidadãos deste Brasil varonil fazem o mesmo, em menor escala, como bem diz o ditado " Tanto faz um real ou um milhão de reais, o ladrão é o mesmo".

Depois voltem para conversarmos.

Ainda pretendo falar de outra praga - mais sutil: a prepotência da classe dos desenhistas, onde muitos se julgam um degrau acima da raça humanam por acharem possuir habilidades quase" divinas" , mas isso ficará para outro post.